quarta-feira, 15 de maio de 2019
O meu pai sempre a animar-me...
Cheguei ao pé dele para ir devolver uns tupperwares, quando armada em boa deixo escapar:
- Sabes, hoje tive a consulta e só engordei 7 kg até agora, para agora não dizeres que estou gorda ( como sempre fazia questão de o dizer desde que tive a L. )
- Txii, engordas-te só 7kg, mas já tinhas 10 ou 15 a mais !!!
E fui-me embora.
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Eu juro que tentei...
... suspender temporariamente a tarefa de maldizer do sns, mas não dá. Está provado cientificamente, há estudos do Instituto Nacional de Estatística, inclusive, que mostram que é impossível não dizer mal de tal entidade.
Então quando engravidei fui ao centro de saúde onde estou inscrita para dar a novidade e prosseguir todo o processo lá. Que não, que não havia médicos, que tinha de ir para os arredores. Tudo bem, escolhi o ''arredor'' no qual tinha preferência. Fui seguida lá até aos dias de hoje. Tive uma pega com o médico no início, que me acusou de achar que sabia mais que ele, etc... como aqui já contei... Mas entretanto, ele foi mostrando ser um bom médico e por isso eu já o amava.
Tenho consulta com ele dia 15 de Maio. A penúltima, presumo.
Quando de repente, esta tarde recebo uma chamada do centro de saúde (o tal de onde fui escorraçada por não haver médicos), e eis que o discurso foi:
Pessoa do lado de lá: Boa tarde, era para informar que a sua consulta de Saúde Materna está marcada para dia 17 de Maio às 14h com a Drª não sei quantas (que nem me apeteceu decorar)
Eu: Desculpe, mas essa consulta está marcada por alma de quem?????
Pessoa do lado de lá: Ah, vieram 2 médicas e agora vão seguir os utentes na Saúde Materna, Saúde infantil, Diabetes e Hipertensão.
(mas não vão assumir ''utentes de família'', deve ser mais barato assim, digo eu)
Eu: Mas eu estou com o Dr. C. e inclusive tenho consulta quarta-feira.
Pessoa do lado de lá: Mas no privado certo??
Eu: Não!!!!!!!!!!!!! No centro de saúde de *arredores*
Pessoa do lado de lá: Pois, mas nós temos ordens para não enviar mais ninguém para os outros centros de saúde dos arredores.
Eu: Mas eu até já estou no 3º trimestre, não faz sentido nesta altura estar a mudar de médico. Irei à consulta com o Dr. C. e vou pedir-lhe que me continue a seguir pelo menos até ao fim da gravidez.
(note-se que faltam umas 4 semanas para começar a ser seguida no hospital)
E o raio da pessoa do lado de lá, continuou a insistir no ridículo. Além de que não fui informada antecipadamente que já havia médicos e espetam-me com uma consulta marcada assim, vinda do além.
No fundo, somos bonecos e temos de estar à disposição de quando lhes apetece contratar médicos e anular tudo o que andamos a fazer até aqui.
*Letra minúscula nas entidades em questão, propositadamente.
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Vamos falar de bebés? NÃO!!! Vamos falar de texugos!!!
E diz que hoje foi dia de Ecografia, a última, segundo o protocolo
do sns*, que impõe só três, para não se gastar muito dinheiro ao Estado.
Então parece que a criança já está em posição de vir ao mundo. Já
deu a volta e encontra-se de cabeça para baixo, o que preocupou a minha mãe,
que ficou aflita por achar que o sangue lhe está a subir à cabeça, ou neste
caso, a descer.
A coisa agrava quando a Médica começa a fazer as medições, e se
descobre que a criança tem uma cabeça gigante, um perímetro abdominal gigante e
um tamanho na globalidade igualmente gigante.
Que já tem 2kg, com 31 semanas. Que vai nascer com mais de 50cm, e
que vai pesar entre 3,500g e 3,900g.
Conclusão I: Fotocópia de sua irmã, que me estragou completamente
tudo o que restava da minha dignidade.
Conclusão II: Tenho um outro pequeno bezerro dentro de mim.
A médica chegou ao ponto de avisar que devo tomar atenção à
alimentação a partir de agora. Não porque estou gorda. Que não engordei assim
tanto. Mas para não engordar a criança.
Se o meu medo de morrer no parto se tinha dissipado, neste momento
voltou em grande para me aterrorizar.
Depois do nascimento, logo se vê.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
L. sem noção da realidade!
Aqui há uns dias estava no sofá, já prestes a dormitar, quando a L. vem eufórica pedir-me para ir brincar com ela.
Respondo-lhe: '' A mãe está com sono, é a bebé que faz sono à mamã! ''
Ela, muito enervada, dirige-se à barriga e exclama: '' Não podes fazer sono à minha mãe! ''
Também não a corrigi. Vai ter tempo de perceber que a mãe não vai mais ser SÓ dela. Deixemo-la usufruir do poder de ser filha única mais umas semanas...
sexta-feira, 19 de abril de 2019
A escolha da consumidora... e de suas Partners! II
Finalmente o berço...
O berço foi oferecido há quase 5 anos atrás, aquando da gravidez da L..
A minha tia-madrinha e a minha avó ofereceram o berço onde a L. viria a dormir cerca de três anos.
Na altura, a minha tia mandou-me uma foto do mesmo no catálogo da ZIPPY, e perguntou se gostava. Respondi prontamente que sim, embora tivesse ficado reticente derivado ao facto de as grades serem cor-de-rosa e também um apontamento de uma joaninha cor-de-rosa na cabeceira e pés. Pensei para mim: ''Então e depois se daqui a uns anos tenho um menino? Bem, que se lixe, depois logo se vê.''
A verdade é que adorei o berço até porque antes cor-de-rosa, que branco, que a mariquice chega a esse ponto.
Agora, quando soube que estava grávida, e antes de saber o sexo, foi algo que me veio à cabeça... Mas sinceramente, tomei logo a decisão que se fosse um menino, dormiria no berço da L., independentemente da cor. Afinal de contas é um mobiliário que fica em casa e não ia gastar dinheiro quando tenho um berço praticamente novo, que a L. sempre foi pessoa que estima os seus objectos.
Relativamente ao Mobile, também é herança da L., foi só lavar os bonequinhos imundos em pó, e está como novo.
O Dossel ou Docel (que a pessoa foi ver e escreve-se das duas maneiras), também era da L. apesar de não ter usado muito tempo, que ela puxava-o, aquilo pendia para um lado ou para o outro. Eu enervava-me e retirei-o. Está ali para enfeitar, mas provavelmente não irá durar muito tempo exposto após o nascimento.
O ninho e o edredão, esses sim, foram uma nova aquisição. Até porque na altura da L. não me lembro de haver ninhos e a desgraçada dormia na alcofa do carrinho, com a coluna vertebral em cima do cinto (que não dava para tirar) apesar de fazermos colchões de cobertores, de maneiras que não quero sujeitar esta criança ao mesmo tormento.
Não vou fazer a cama, como outrora aqui tinha mencionado, porque para além de faltar tempo suficiente para se encher tudo de pó, a criança só sai do ninho para o berço lá para o Inverno. De maneiras, que às tantas começava tudo a cheirar a mofo, e é de evitar. Quando estiver perto do dia, farei a caminha no ninho com lençóis de alcofa e tudo ficará perfeito.
Esta não será a posição final do berço. Irá para o outro lado da cama e na posição oposta à actual.
P.S: As chuchas já estão esterilizadas e uma delas, já na bolsinha, no interior da mala da maternidade, pronta a encher-se de micróbios até Julho.
quinta-feira, 18 de abril de 2019
É por isto que o sns* me provoca náuseas!!!
Isto de não ter nada para fazer tem muito que se lhe diga.
Ontem estava a ver a Tarde é Sua, na TVI em que mais uma vez se contou uma história (verídica) de uma mãe que perdeu um bebé.
Ora então, passo a contar para que quem trabalha e não tem possibilidades de ver os programas da tarde, conheça esta história, que como ela, há milhares, infelizmente.
Trata-se de uma jovem mãe, que conheceu o companheiro há 6 anos. Casaram e queriam muito ser pais. Ela tinha 120kg, teve uma tromboflebite pelo meio, foi operada ao joelho e tinha uma depressão para a qual estava medicada.
Como queria ser mãe, tratou de todos os problemas antes para que pudesse ter uma gravidez saudável.
Fez uma operação ao estômago e em 6 meses perdeu 57kg.
Começou a tentar engravidar e engravidou de imediato.
1ª consulta - Gravidez de risco, derivado a todos os antecedentes que tinha.
2ª consulta - outra médica, que achou que o ideal para o bolso do Estado, era retirar a gravidez de risco, pois, não justificava. E retirou.
Correu tudo bem até às 30 semanas, num dia em que se apercebeu que ainda não tinha sentido a bebé mexer. Comentou com o marido e foi para o hospital. Hospital esse onde fizeram uma ecografia e se constatou que tinha pouco liquido amniótico e os batimentos do bebé estavam baixos. Ficou internada.
Colocaram o CTG, onde se constatava que os batimentos continuavam baixos, chegando mesmo a 0. Por lá, entre enfs. e médicos, foram dizendo que o CTG não estava a captar os batimentos do bebé, mas sim os da mãe, daí ser mais baixo. Mesmo verificando que baixava até 0. Mas tudo bem.
Entretanto até lhe queriam dar alta, mas como por acaso havia vagas, decidiram deixá-la ficar.
Ao longo de três dias, a mãe pediu por 3 vezes que lhe fizessem uma ecografia, as quais foram todas negadas.
Até que aparece um anjo de uma Enf. que achou realmente tudo muito estranho e lá conseguiu que a levassem a fazer ecografia. Portanto: 30 semanas, mas com restrição de crescimento, com valores e medições de apenas 25 semanas. Muito menos liquido amniótico, que mal dava para ver o bebé.
Posto isto, a bebé estava em sofrimento crónico. Não era de 1, 2, ou 3 dias. A mãe foi transferida para outro hospital, pois onde estava não estavam preparados para bebés prematuros. A bebé precisava nascer o mais rápido possível. Mas necessitava das injecções de amadurecimento dos pulmões, pelo menos 4, dadas de 12 em 12 horas. Só foram a tempo de 1. A bebé faleceu entretanto, dentro do útero da mãe. Não teve tempo de levar as injecções, que podiam ter sido administradas a partir do 1º dia de internamento, se tivessem feito um diagnóstico em condições, se tivesse havido um controlo maior, se não tivessem ACHADO que era os batimentos da mãe. Se... Se... Se...
Se tudo isto não fosse para poupar dinheiro ao Estado, esta bebé estaria viva e a mãe não estaria em sofrimento.
Por vezes associa-se a negligência médica. Mas nem sempre. São os protocolos exigidos que provocam tudo isto.
Estes pais tiveram força, e fizeram queixa na Ordem dos Médicos. Mas infelizmente a maior parte dos pais, não faz, pois, fazer queixa não traz de volta a vida dos filhos. Pois não. Mas precisam de ser responsabilizados, para que para seja evitado numa próxima vez.
*serviço nacional de saúde em letra minúscula, por razões óbvias.
Atenção: Não quero com isto dizer, que no Privado não possa acontecer, mas tenho quase a certeza que neste caso, os problemas tinham sido verificados no 1º dia, e a criança iria nascer já com as 4 injecções de amadurecimento dos pulmões administradas.
terça-feira, 9 de abril de 2019
A L. sempre conveniente...
Ao passarmos por uma bebé na rua a L., sempre muito invejosa com as coisas dos outros diz:
'' - Mãe, eu quero uma bebé igual aquela...''
E eu... a dar um excelente exemplo de ''a minha galinha é melhor que a tua'' respondi:
'' - A nossa vai ser melhor e mais bonita...''
'' - Mas mãe, eu não gosto de carecas!!!''
Acho que já deve ter ouvido a avó dizer alto e em bom som, que com a minha alimentação, vai sair daqui uma rata pelada, como saiu a L. há quatro anos atrás.
Mas a gente não liga... A coisa disfarça-se com lacinhos e fitas no topo do crânio.
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